segunda-feira, 9 de junho de 2014

A lambança do Sindicato dos Metroviários. Ou não.


Não resta dúvida que a pesquisa eleitoral que coloca Geraldo Alckmin virtualmente reeleito encorajou o governador a endurecer as negociações com os metroviários em greve.


O caos urbano cotidiano com problemas como violência, falta d'água e pane no transporte metropolitano parece não afetar a imagem de seu governo. 


O Governo Federal comandado pelo PT parece catalizar a rejeição e responsabilidade por todos os males do Brasil, inclusive diante de questões que estão sob o jugo de outras esferas de governo.


Pudera, a presidenta se comunica muito mal com a sociedade, não se defende e ainda dá de comer aos algozes e conspiradores.

O sindicato dos metroviários entrou em uma aventura irresponsável, comprometendo o futuro de seus comandados e os benefícios de sua categoria.


Com os olhos gordos diante das possibilidades que se abriram com a Copa do Mundo, cometeram erros estratégicos e entraram num beco sem saída.


Ganharam a inimizade e a rejeição da população que não parece pressionar, tampouco constranger a liderança do governador.


Fizeram a aposta errada. Acreditavam que a ocasião da Copa do Mundo iria obrigar o Governo Estadual a conceder o aumento desejado.


Mas ao que parece, o Governador de São Paulo já fez os seus cálculos políticos. Entendeu que quanto pior o país, quanto pior a Copa, é pior para o Governo Federal.


Se chove demais, se chove de menos, se atrasa o vôo ou se fura o pneu do ônibus de alguma seleção européia, a culpa tende a ser colocada nas costas da Presidenta.


A rebelião dos motoristas e cobradores de ônibus na semana passada recaiu nas costas do prefeito Fernando Haddad.


A greve no Metrô do Estado de São Paulo vai cair nas costas da Dilma.


O bode que os metroviários tentaram colocar no Palácio dos Bandeirantes já está no Palácio do Planalto.


Resta apenas saber se nossos bravos dirigentes sindicais não entendem porque não sabem ou não entendem porque não querem. Se estão a serviço da categoria ou decidiram ser vagões de uma estranha e perversa locomotiva.

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